Flávio escolhe Deltan para examinar documentos de sigilos de Lula

Senador eleito pelo Paraná ficará responsável por examinar documentos apresentados pelo petista em meio à disputa sobre a abertura de dados bancários e fiscais.

Redação
Deltan Dallagnol entra na disputa sobre os sigilos de Lula a três dias do segundo turno.Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta-feira (22) que escalou o ex-procurador da República e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar documentos relacionados à quebra de sigilos do presidente Lula (PT) e de seus familiares.

Segundo a equipe de Flávio, Dallagnol ficará responsável por examinar as informações bancárias e fiscais do petista, da primeira-dama Janja, do filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de outras pessoas ligadas ao presidente.

A campanha afirma que o objetivo é identificar possíveis inconsistências nos documentos e verificar as informações apresentadas por Lula. No comunicado, a equipe de Flávio diz que pretende utilizar a análise para “desconstruir a narrativa petista”.

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“Se Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser examinada com rigor, independência e sem concessões. O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram.”
Dallagnol ganhou projeção nacional como coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. Ele foi eleito senador pelo Paraná no primeiro turno das eleições de 2026 e assumirá o mandato em fevereiro de 2027.

A campanha justifica a escolha pela experiência do ex-procurador em investigações financeiras e casos de corrupção.

Disputa pela abertura dos sigilos

A decisão ocorre em meio à troca de desafios entre Lula e Flávio Bolsonaro sobre a divulgação de informações bancárias, fiscais e telefônicas na reta final da campanha presidencial.

Na terça-feira (20), Lula apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando a abertura de seus sigilos e dos de familiares, referentes aos últimos oito anos. A medida foi condicionada à adoção do mesmo procedimento por Flávio e seus parentes.

Flávio, por sua vez, apresentou ao TSE uma petição com 21 condições para autorizar a abertura de seus próprios sigilos. Entre as exigências estão informações relacionadas ao filho de Lula e às despesas do governo federal.

Na quarta-feira (21), o presidente também aceitou ampliar o pedido para incluir informações do Instituto Lula, de seu ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e do cartão corporativo da primeira-dama.

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