Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entraram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10/9), após rejeitarem, na última sexta-feira (4), as propostas de renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs).
A paralisação da Caixa é de âmbito nacional, enquanto, no Banco do Brasil, é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria.
A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional.
A Caixa informou que apresentaria uma nova proposta aos trabalhadores ainda nesta quinta-feira. O banco também lembrou que, com o fim da ultratividade, em decorrência da reforma trabalhista, e a rejeição da proposta nas assembleias, nem a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) estão vigentes neste momento.
A Caixa Econômica Federal também informou que todos os clientes podem utilizar os serviços disponíveis nos canais digitais e remotos do banco durante o período.
No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades. Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.
A nova CCT da categoria, com vigência até 31 de agosto de 2028, foi assinada nesta quarta-feira (9) pelo Comando Nacional dos Bancários e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Com isso, os trabalhadores receberão a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), referente ao adiantamento do exercício de 2026, até o fim de setembro.
A nova CCT garante a reposição integral da inflação (INPC) acumulada entre setembro de 2025 e agosto de 2026, além de aumento real de 0,60% em 2026 e de mais 0,60% em 2027. Com isso, a valorização real acumulada será de 1,2% nos dois anos para os salários e todas as demais verbas, incluindo a PLR.
Os vales-refeição e alimentação e o auxílio-creche/babá também serão reajustados. Além disso, novas conquistas relacionadas à saúde, às cláusulas sociais e à proteção do emprego também avançam.
Correio Braziliense