Operação Arena: PF cumpre mandados na Paraíba e Justiça determina bloqueio bilionário

A operação tem forte atuação na Paraíba. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba e são cumpridos em João Pessoa, Campina Grande e Serra Branca, além de cidades de outros quatro estados.

Redação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13), a Operação Arena, que investiga um grupo empresarial suspeito de utilizar estruturas financeiras no Brasil e no exterior para ocultar recursos provenientes da exploração de jogos de azar e apostas esportivas.

A operação tem forte atuação na Paraíba. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba e são cumpridos em João Pessoa, Campina Grande e Serra Branca, além de cidades de outros quatro estados.

Ao todo, foram autorizados 17 mandados de busca e apreensão em 14 locais, distribuídos pela Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também determinou medidas de quebra de sigilo telemático e bancário e o sequestro de bens e valores. Segundo as informações divulgadas pelos órgãos envolvidos, as medidas patrimoniais podem alcançar aproximadamente R$ 1 bilhão, enquanto a Polícia Federal informou sequestro de até R$ 1,1 bilhão.

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Paraíba no centro da operação

No estado, as ações acontecem em:

  • João Pessoa
  • Campina Grande
  • Serra Branca

A investigação é conduzida pela Polícia Federal em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), a Receita Federal e a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

Segundo as investigações, empresas constituídas no exterior teriam sido utilizadas para justificar grandes remessas internacionais de dinheiro, apesar de indícios de que não existiriam atividades econômicas compatíveis com os valores movimentados.

O grupo também teria utilizado empresas brasileiras e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio e ativos digitais para dificultar a identificação da origem, destino e beneficiários finais dos recursos.

A Receita Federal participa da operação com 40 auditores-fiscais e analistas-tributários. O órgão integra as investigações desde 2025 e apura possíveis irregularidades tributárias, sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, por crimes relacionados à evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros delitos contra o Sistema Financeiro Nacional.

O material apreendido nesta quinta-feira será analisado pelos órgãos responsáveis para aprofundar as investigações e subsidiar eventuais novas medidas fiscais, administrativas e criminais.

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