A inflação no Brasil desacelerou mais do que o esperado em junho, com queda nos preços dos alimentos e custos mais baixos da energia elétrica residencial, chegando ao menor nível em oito meses, em meio aos esforços do Banco Central para levar a alta dos preços à meta.
Em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,16%, após alta de 0,58% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10).
o a alta de 7,12% das passagens aéreas mas recuo de 0,48% nos combustíveis — etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%).
A inflação de serviços mostrou um leve alívio em junho com taxa de 0,34%, de 0,40% em maio, acumulando em 12 meses avanço de 5,90%.
O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, recuou para 54%, de 65% no mês anterior.
Além das repercussões da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis e de outros produtos, estão no radar ainda questões climáticas, como o El Niño.
Na quinta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a possível decisão do governo de eliminar a subvenção à gasolina, que seria tomada nesta semana, ficará para a semana que vem diante dos novos atritos entre Estados Unidos e Irã.
O Banco Central cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual no mês passado, a 14,25% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto, indicando que combinará momentos de pausa e retomada no ciclo de cortes da Selic para levar a inflação à meta de 3% no primeiro trimestre de 2028.
A mais recente pesquisa Focus do BC mostra que a projeção para o IPCA é de alta de 5,30% em 2026, indo a 4,18% em 2027.
SBT NEWS