A morte da aposentada Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, encontrada sem vida após passar uma semana desaparecida na Região Metropolitana de João Pessoa, ocorreu por causas naturais. A conclusão foi divulgada nesta segunda-feira (1º) após a finalização de nove laudos periciais elaborados pelo Instituto de Polícia Científica (IPC).
De acordo com os exames, não foram encontrados indícios de violência ou qualquer evidência de crime contra a idosa. Entre as análises realizadas estão exames toxicológicos e sexológicos, que descartaram a participação de terceiros na morte.
Segundo o IPC, apesar de não ter sido possível determinar a data exata do óbito, os peritos identificaram que Milce já não apresentava sinais vitais a partir do dia 27 de abril.
O resultado das perícias reforça a versão apresentada pelo vizinho que acompanhava a aposentada no dia do desaparecimento. Desde o início das investigações, ele negou qualquer envolvimento no caso e afirmou ter ficado surpreso com o desaparecimento da idosa enquanto ambos retornavam para casa.
Relembre o caso
Milce Daniel Pessoa desapareceu no dia 22 de abril após acompanhar um amigo e vizinho ao Hospital Metropolitano, entre os municípios de Bayeux e Santa Rita.
Após a consulta médica, os dois teriam parado próximo a uma área de mata para colher mangas. Em depoimento à Polícia Civil, o homem relatou que, em determinado momento, percebeu que a idosa havia desaparecido. Ele afirmou ter acionado familiares logo em seguida.
As buscas mobilizaram familiares e autoridades durante vários dias. O corpo da aposentada foi localizado em uma área de mata no município de Bayeux no dia 29 de abril, sete dias após o desaparecimento.
Com a conclusão dos exames periciais, a investigação afasta a hipótese de crime e confirma que a morte da aposentada ocorreu de forma natural.