O médico pediatra Fernando Cunha Lima voltou ao Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa, na noite desta sexta-feira (05), após o fim do prazo da prisão domiciliar. Ele foi condenado a mais de 32 anos de prisão por estupro de vulnerável.
A prisão domiciliar havia sido concedida ao médico em dezembro de 2025 após a defesa alegar que o médico necessitava de acompanhamento especializado por conta de problemas de saúde. Antes do fim do prazo de 180 dias, os advogados solicitaram a renovação da medida, mas o pedido ainda não foi analisado pelo Poder Judiciário.
Enquanto aguarda uma decisão da Justiça e a realização de novos exames médicos, Fernando Cunha Lima permanecerá no sistema prisional.
Nesta semana, a pena do pediatra foi ampliada após a inclusão de mais uma vítima no processo. Na sentença anterior, proferida pela juíza Virgínia Gaudêncio de Novais, ele havia sido condenado a 22 anos, 5 meses e 2 dias de reclusão. Com a nova condenação, a pena passou para 32 anos e 17 dias de prisão.
Relembre o caso
Os abusos do pediatra vieram à tona após uma mãe de uma criança de nove anos denunciar o crime de abuso sexual contra a filha. Após essa denúncia, várias famílias também prestaram depoimento contra o pediatra.
Uma das denúncias, foi feita pela própria sobrinha do médico, Gabriela Cunha Lima, que afirmou em entrevista à TV Correio, que sofreu abuso do tio há mais de 30 anos. Ela contou, que o caso aconteceu quando eles estavam na casa de praia do tio, no ano de 1991.
A primeira audiência de instrução do médico aconteceu em 29 de outubro de 2024 mais adiada para o dia seguinte após terem ouvido todo mundo da acusação que remarcou.
O médico negou todas as acusações durante a audiência de instrução realizada em 31 de outubro. No total, 16 testemunhas foram ouvidas durante a audiência, tanto de defesa como de acusação.
A sessão aconteceu de forma híbrida, online e presencial na 4ª Vara Criminal, no Fórum Criminal de João Pessoa. O pediatra participou da audiência de forma remota e permaneceu em silêncio durante toda as perguntas feitas pelo advogado de acusação
Em 05 novembro, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) determinou a prisão preventiva do médico pediatra. A decisão acatou um pedido do Ministério Público da Paraíba.
Logo após isso, o pediatra fugiu e foi considerado foragido da Justiça desde 05 de outubro, entrando para a lista da Interpol como um dos mais procurados da Paraíba, ficando quatro meses foragido e sendo encontrado e preso em 07 de março de 2025.
Portal Correio