Dja Moura faz duras críticas à Prefeitura de Mari, alerta para crise no Mariprevi e destaca ações de qualificação profissional durante sessão na Câmara

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A presidente da Câmara Municipal de Mari, Dja Moura, fez um duro discurso contra a gestão municipal durante a sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (27). Em pronunciamento extenso na tribuna da Casa José Paulo de França, a parlamentar apontou problemas na saúde, educação, infraestrutura e previdência do município, além de cobrar transparência e responsabilidade da administração.

Logo no início da fala, Dja destacou ações do próprio mandato, citando cursos profissionalizantes realizados em parceria com o Instituto Novo Rumo Cursos, beneficiando mais de 100 alunos em Mari nas áreas de maquiagem, fabricação de salgados e cuidador escolar.

A vereadora também comentou sobre a viagem a Brasília durante a Marcha em Defesa dos Municípios, onde afirmou ter buscado emendas e parcerias para Mari, incluindo a implantação da Escola Legislativa da Câmara Municipal em parceria com o senador Veneziano Vital do Rêgo.

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“A saúde está um caos”, afirma vereadora

O tom mais crítico do discurso surgiu ao comentar a situação da saúde pública do município. Dja Moura apresentou um projeto de lei para obrigar a prefeitura a divulgar as filas de espera por consultas, exames e cirurgias na rede municipal.

Segundo a parlamentar, moradores relataram espera superior a um ano para procedimentos médicos.

“Chega a ser inadmissível um cidadão esperar um ano para uma consulta no otorrino e um ano e meio para uma tomografia”, afirmou.

A presidente da Câmara declarou ainda que a população enfrenta dificuldades para conseguir medicamentos, transporte e atendimentos especializados.

“O SUS serve para quê?”, questionou.

Dja também insinuou possíveis privilégios na fila da regulação municipal.

“Muitas vezes algumas pessoas passam do final da fila para a primeira colocação, enquanto quem não tem influência continua esperando”, disse.

Durante o pronunciamento, a vereadora questionou uma nova licitação de R$ 931 mil para compra de fardamentos escolares. Segundo ela, contratos do ano passado ainda não teriam sido quitados pela prefeitura.

“Como é que uma gestão licita novos fardamentos se os do ano passado ainda não foram pagos?”, criticou.

Outro alvo das cobranças foi o programa de bolsas estudantis aprovado pela Câmara em 2025 e que, segundo Dja Moura, nunca saiu do papel.

“Passou um ano. Onde estão essas bolsas?”, disparou.

A parlamentar também exibiu indignação com a situação estrutural de unidades básicas de saúde do município, classificando os cenários encontrados como “imundice”.

Segundo ela, há equipamentos odontológicos enferrujados, consultórios funcionando sem ar-condicionado e ambientes que colocam em risco pacientes e profissionais.

Ao comentar os questionamentos feitos pela oposição, Dja Moura afirmou que críticas à gestão não representam perseguição política.

“Quando a gente cobra, dizem que é porque somos oposição. Mas não. É porque a gente não é bobo. O que querem fazer com o povo de Mari é transformar todo mundo em bobo da corte”, declarou.

A vereadora ainda denunciou abandono no loteamento São Sebastião, afirmando que a localidade estaria tomada pelo mato e pela escuridão.

Outro ponto de forte preocupação apresentado pela presidente da Câmara foi a situação financeira do Mariprevi.

Segundo Dja Moura, o instituto previdenciário dos servidores municipais estaria em situação crítica devido à falta de repasses patronais por parte da prefeitura.

“O Mariprevi está na UTI”, afirmou.

A parlamentar declarou que o órgão teria recursos apenas para pagar a folha de junho e alertou para o risco de colapso da previdência municipal caso os repasses não sejam regularizados.

“Se o Mariprevi fechar, quem vai pagar a conta é o servidor”, disse.

Dja ainda garantiu que continuará acompanhando de perto as contas do instituto e prometeu expor publicamente novas irregularidades caso a situação permaneça sem solução.

Ao final do discurso, a presidente da Câmara agradeceu aos vereadores pelo encerramento do primeiro período legislativo de 2026 e afirmou que seguirá fiscalizando a gestão municipal durante o recesso parlamentar.

“Continuaremos sendo olhos e voz da população”, concluiu.

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