VÍDEO: Dono de pizzaria em Pombal quebra o silêncio sobre intoxicação de pessoas: “Todos queremos respostas”

O empresário Marcos Antonio Gomes Neto, de 24 anos, ao lado da sua advogada, se pronunciou publicamente sobre o caso das pessoas que apresentaram sinais de intoxicação após consumirem pizzas do seu estabelecimento

admin

Na noite dessa terça-feira (17), o empresário Marcos Antonio Gomes Neto, de 24 anos, se pronunciou publicamente, no seu perfil do Instagram, sobre o caso das pessoas que apresentaram sinais de intoxicação após consumirem pizzas da sua pizzaria em Pombal, no Sertão da Paraíba. Uma mulher de 44 anos morreu e mais de 100 pessoas deram entrada em unidades de saúde após passarem mal na segunda-feira (16).

Ao lado da advogada Raquel Dantas, o empresário publicou um vídeo se pronunciando pela primeira vez após seu estabelecimento ser interditado pela Vigilância Sanitária e a Polícia Civil abrir inquérito para apurar os fatos. “Estou há seis anos trabalhando e, graças a Deus, nunca aconteceu qualquer situação semelhante”, disse o empresário, alegando ter sido pego de surpresa com o que aconteceu.

“Eu estou sem acreditar também. Não sei o que aconteceu. Eu entrei em contato com o pessoal da Vigilância Sanitária, convidei até o estabelecimento para poderem fazer a fiscalização e me dar uma resposta do que veio a ocorrer. Todos nós queremos resposta: eu como proprietário, pessoas que foram afetadas e seus familiares. Estou fazendo o possível, estou colaborando com a Vigilância, fornececendo amostras; com a Polícia Civil também; com a Prefeitura também, porque eu preciso da verdade para me sentir bem”, afirmou.

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Até este momento, a única vítima fatal é a servidora pública Rayssa Bezerra, de 44 anos. Além dela, 114 pessoas foram atendidas com sintomas semelhantes. Segundo o delegado Rodrigo Barbosa, a principal linha de investigação aponta para a possibilidade de intoxicação causada pela carne consumida em uma pizza. O exame toxicológico deverá identificar a causa da morte.

“Meu comércio é minha vida. Jamais iria me sabotar, me prejudicar. Tudo que eu conquistei foram em seis anos de muita luta, de muita renúncia e dificuldade. Minha última intenção seria justamente prejudicar os meus clientes que dão meu sustento, que dão meu ganha pão de cada dia”, disse o dono do estabelecimento.

Equipes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Agevisa), da Vigilância Sanitária Municipal e da Polícia Civil estiveram na pizzaria, localizada no Centro de Pombal, para coletar informações e materiais. Durante a inspeção, diversos produtos foram recolhidos para análise laboratorial. No entanto, de forma preliminar, o delegado informou que não foram encontrados alimentos visivelmente estragados ou com prazo de validade vencido no local.

Segundo a advogada Raquel Dantas, a interdição ocorrida na segunda-feira foi por razões sanitárias da estrutura, que necessita de alguns reparos, e não por questões relacionadas aos alimentos e produtos.

Ela também afirma que um médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Pombal teria dito que foram registrados cerca de 150 atendimentos de pacientes com sintomas semelhantes e que pode ter ocorrido uma coincidência, mas só a perícia poderá confirmar ou não.

“Isso, na minha visão, também justificaria o fato de que alguns passaram mal e outros não. Mas, como eu digo, tudo é tese, tudo tem que ser analizado, tudo tem que ser levado em cosideração. Pedimos nesse momento respeito, cautela e vamos aguardar as provas periciais”, falou Raquel.

DIÁRIO DO SERTÃO

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