Paraíba registra 42 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em três dias

Redação
Urna eletrônica eleições mulher — Foto: Tribunal Superior Eleitoral/TSE

A Paraíba registrou 42 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30 de outubro), segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Em todo o Brasil, foram recebidos 4.305 relatos nos três primeiros dias de funcionamento do canal específico para essas ocorrências.

No Nordeste, foram contabilizadas 784 denúncias, o equivalente a 18,2% do total nacional. A Paraíba aparece com o sétimo maior número de registros entre os nove estados da região. O Ceará lidera, com 172, seguido pela Bahia, com 169, e Pernambuco, com 137.

Segundo o MTE, as denúncias estão sendo analisadas pela Auditoria Fiscal do Trabalho, que já realiza fiscalizações para verificar as situações relatadas. Os registros não significam que o assédio eleitoral esteja comprovado, pois dependem de apuração pelos órgãos responsáveis.

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforçou que a liberdade de escolha política dos trabalhadores deve ser respeitada e que empregadores não podem utilizar sua posição para ameaçar, constranger ou discriminar funcionários por suas preferências políticas.

Quando são identificadas irregularidades, a fiscalização pode lavrar autos de infração e encaminhar as informações a outros órgãos públicos para as providências cabíveis. O enfrentamento ao assédio também envolve ações conjuntas com instituições trabalhistas e eleitorais, além de orientações pela Carteira de Trabalho Digital.

Como denunciar

Trabalhadores da Paraíba e dos demais estados que sofrerem ou presenciarem assédio eleitoral no trabalho podem registrar denúncias pelos canais oficiais:

As denúncias são sigilosas e encaminhadas para análise dos órgãos competentes.

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