A televisão paraibana perdeu uma de suas maiores referências. Morreu na madrugada desta terça-feira (12), a apresentadora Thereza Madelena, conhecida como a “Rainha da Televisão Paraibana”. Ícone de elegância e carisma, ela construiu uma trajetória marcada pela sofisticação e pelo compromisso com a comunicação ao longo de mais de três décadas.
Internada no Hospital São Vicente de Paulo, no Centro de João Pessoa, Thereza enfrentava um período delicado de saúde após passar por uma cirurgia no estômago. Ela permaneceu hospitalizada por alguns dias, sob cuidados médicos.
Natural de Orós, no Ceará, consolidou sua carreira nas cidades de Campina Grande e João Pessoa, onde se tornou um dos rostos mais conhecidos da televisão local. Ao longo de sua trajetória, atuou em diferentes veículos de comunicação, como o Diário da Borborema, os Diários Associados (O Norte) e o Sistema Correio de Comunicação, transitando entre o jornalismo e o entretenimento.
Foi na TV Master, no entanto, que firmou de vez seu legado. Durante 18 anos — desde a fundação da emissora — esteve à frente de um programa exibido aos sábados, reunindo entrevistas, variedades e conteúdos voltados ao entretenimento, sempre com uma marca registrada: a elegância no trato com o público e os convidados.
Com formação em Línguas e especialização em literatura francesa, realizada em Paris, Thereza levava para a televisão um repertório cultural que ajudou a construir sua identidade profissional. Seu estilo refinado e sua presença marcante a transformaram em símbolo de classe e profissionalismo na comunicação paraibana.
Em nota, o comunicador Alex Filho, fundador da TV Master, lamentou a perda e destacou a relação de amizade construída ao longo dos anos. Ao lado de familiares, ele ressaltou a generosidade, o amor à vida e o carinho que Thereza sempre demonstrou com o público. “Queremos ver Thereza brilhar, e sabemos que a vontade de Deus é soberana”, afirmou.
Thereza Madelena deixa um legado que atravessa gerações, marcado pela dedicação, pela elegância e pela forma única de fazer televisão. Sua morte representa uma perda significativa para a cultura e a comunicação da Paraíba.
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