A sessão ordinária da Câmara Municipal de Mari, realizada na manhã desta quarta-feira (22), foi marcada por um forte embate político entre a vice-presidente da Casa, vereadora Tânia Silva, e a presidente do Legislativo, Djá Moura. O episódio ganhou ainda mais repercussão após o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mari (SINDSMAR) divulgar uma nota pública de solidariedade à presidente da Câmara.
De volta às atividades legislativas após um período afastada por problemas de saúde, Tânia Silva iniciou seu discurso agradecendo o apoio recebido durante sua recuperação, citando familiares, amigos, parlamentares e a prefeita Lucinha da Saúde.
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A vereadora afirmou que, mesmo afastada das sessões presenciais, continuou atuando em favor da população e criticou o fato de, segundo ela, sua ausência ter sido registrada apenas como falta.
“Todo mundo sabia que eu estava de atestado médico. Nunca foi divulgado aqui na tribuna que Tânia estava com atestado médico. Só falavam ausente, ausente”, declarou.
Durante o pronunciamento, Tânia também destacou sua atuação na cobrança por um novo cemitério público para o município. Segundo ela, após apresentar requerimento na Câmara e diante da demanda da população, decidiu acionar o Ministério Público para cobrar providências.
A parlamentar afirmou ainda que tem mantido apoio à gestão da prefeita Lucinha da Saúde, mas ressaltou que continuará cobrando ações quando considerar necessário.
O momento mais tenso do discurso aconteceu quando Tânia direcionou críticas à presidente Djá Moura.
A vereadora afirmou que ajudou na eleição da atual presidente da Câmara e declarou ter se sentido excluída dentro da atual composição da Mesa Diretora.
“Você só perseguiu a vereadora Tânia. Nunca me chamou para dialogar comigo. Eu dei meu voto de confiança a você, mas você falhou comigo”, afirmou.
Tânia também declarou que continuará exercendo seu mandato e reforçou que seu principal compromisso é com a população de Mari.
Após o pronunciamento da vice-presidente, a presidente da Câmara, Djá Moura, utilizou a tribuna para responder às declarações.
Djá afirmou que as ausências de Tânia sempre foram justificadas oficialmente por meio de atestado médico e registradas pela secretaria da Casa.
“Aqui sempre foi justificada a sua ausência através do seu atestado. Todos os vereadores foram informados”, respondeu.
A presidente também afirmou que evitou expor questões pessoais envolvendo familiares e criticou ataques que, segundo ela, teriam partido do marido da parlamentar.
“Família é inegociável. Política deve ser debatida no campo político, não no pessoal”, declarou.
Durante sua fala, Djá também destacou projetos apresentados na sessão relacionados ao Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), incluindo propostas voltadas à criação de políticas públicas para pessoas autistas e seus familiares.
Ao final, a presidente afirmou que seguirá exercendo o mandato com responsabilidade e compromisso com a população.
SINDSMAR divulga nota pública
Horas após a sessão, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mari (SINDSMAR), presidido por Marcos Antonio da Silva, divulgou uma nota pública em solidariedade à presidente da Câmara.
Na nota, o sindicato classificou como “ataques injustos, de cunho pessoal” as declarações feitas contra Djá Moura durante a sessão.
A entidade destacou ainda que a presidente tem mantido diálogo com movimentos sociais, sindicatos e representações populares desde o início do mandato.
O sindicato também ressaltou a atuação de Djá Moura em defesa dos servidores públicos e declarou apoio à permanência de sua postura política.
“Nos fazemos solidários à senhora presidente Djá Moura, com o desejo de que sua atuação permaneça firme na defesa das pautas populares, na defesa das entidades sérias e na defesa dos servidores públicos municipais”, destacou trecho da nota.
O episódio repercutiu nos bastidores políticos de Mari e deve continuar movimentando o cenário político local nos próximos dias.