O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, diz que a crise com os preços de hospedagem em Belém para a época da conferência da ONU tem desviado o foco da mensagem que o evento espera passar. “A partir do momento que a questão provocou reações formais dos países, naturalmente você tem impacto nas negociações. Para ter conferência, eu preciso ter delegados”, afirmou o diplomata ao Café da Manhã.
Segundo ele, as diárias em hotéis ainda são motivo de insatisfação geral e o único ponto ligado à logística da capital paraense que não teve uma “evolução satisfatória”. Mas Corrêa do Lago diz que a organização da COP e as instâncias de governo vão encontrar soluções até novembro e evitar um esvaziamento do evento —inclusive entre atores da sociedade.
Ao podcast, o diplomata tratou também do estado das negociações; uma das metas da COP30 é traçar um mapa do financiamento da mitigação da crise climática. “Isso não vai mais vir de fundos ou doações. Para chegar a US$ 1,3 trilhão, você precisa assegurar que a economia formal incorpore cada vez mais a dimensão do clima.”
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Para ele, a implementação da Convenção do Clima da ONU deixa a desejar, e o evento de Belém quer assegurar que os pontos negociados apareçam na economia, na política e na vida das pessoas —em especial em um momento delicado das relações internacionais.