Presidente da Câmara de Mari, Djá Moura, faz críticas à gestão e rejeita reajuste de 6% para professores

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A presidente da Câmara Municipal de Mari, vereadora Djá Moura, utilizou a tribuna durante a sessão ordinária desta quarta-feira (11) para apresentar matérias de seu mandato, destacar ações voltadas à cultura e às mulheres, além de fazer duras críticas à gestão municipal, principalmente em relação ao reajuste salarial dos professores e à situação do repasse previdenciário ao Mariprev.

Logo no início de sua fala, Djá Moura saudou os vereadores presentes, o público que acompanhava a sessão no plenário e os internautas que assistiam à transmissão ao vivo pelas redes sociais da Câmara. A parlamentar também agradeceu a presença de representantes da imprensa, lideranças comunitárias, associações e integrantes do grupo de capoeira Semente Crioula, que acompanharam os trabalhos legislativos.

Entre as matérias apresentadas, a presidente solicitou à gestão municipal a construção de lombadas nas ruas Alice Lucena, Cícero Bezerra, Cônego Cornélio e Poeta Augusto dos Anjos, no bairro Pasto Novo.

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Segundo Djá Moura, o pedido surgiu após reclamações de moradores preocupados com a segurança das crianças que vivem na localidade.

“Fui procurada por moradores que disseram que as crianças não podem nem brincar na rua, porque não há redutores de velocidade. A insegurança assola o coração dos pais e das mães”, afirmou.

A vereadora também apresentou um projeto de lei que institui o Dia Municipal da Capoeira e do Capoeirista, a ser celebrado em 22 de novembro no município.

De acordo com a parlamentar, a escolha da data está relacionada ao mês da Consciência Negra.

“A capoeira tem origens afro e representa luta, resistência e cultura. Nosso objetivo é incentivar essa prática e garantir mais reconhecimento aos capoeiristas da nossa cidade”, destacou.

Durante o discurso, Djá reafirmou apoio aos praticantes e ao grupo Semente Crioula, defendendo mais incentivo cultural por parte do poder público.

Outro destaque foi a apresentação de um decreto legislativo que concede a Comenda Mulheres que Inspiram, que será entregue durante uma sessão especial na próxima segunda-feira.

A programação também contará com uma roda de conversa sobre feminicídio e violência contra a mulher, com a participação de autoridades do Judiciário, Ministério Público, advogadas, vereadoras e representantes da sociedade civil.

“Precisamos falar sobre feminicídio e orientar a população. O Brasil é um dos países que mais mata mulheres, e esse debate é importante para criar políticas públicas de enfrentamento”, ressaltou.

A presidente explicou ainda que as homenagens deste ano serão direcionadas também a mulheres das comunidades, como mães, donas de casa, profissionais e empreendedoras.

“Queremos valorizar mulheres que muitas vezes estão longe dos holofotes, mas que contribuem diariamente com a nossa cidade”, disse.

Djá Moura também informou que o veto do Poder Executivo que barrou emendas impositivas dos vereadores e um auxílio financeiro ao Clube de Mães não foi votado na sessão devido à ausência de cinco parlamentares.

Segundo ela, a matéria deve retornar à pauta na próxima semana.

“Nós queremos ouvir da gestora o motivo dessa decisão. O Clube de Mães é uma instituição que há anos contribui com o município”, afirmou.

Um dos momentos mais contundentes do discurso foi quando a presidente comentou as negociações sobre o reajuste salarial dos professores da rede municipal.

A gestão municipal teria apresentado uma proposta de 6%, considerada insuficiente pela categoria e por vereadores.

“Uma gestão que tem dinheiro para superfaturar notebook e gastar quase um milhão com impressões tem que ter dinheiro para valorizar os professores”, declarou.

Segundo Djá Moura, vereadores presentes na sessão assinaram um ofício que será enviado à Prefeitura rejeitando o percentual proposto.

“Aqui na Câmara não vamos ceder à pressão da gestão. Quem manda na prefeitura é a prefeita, mas na Câmara quem manda são os vereadores. E a única vontade que vamos obedecer é a vontade do povo”, afirmou.

A presidente também apresentou números sobre a situação do Mariprev, instituto de previdência do município.

De acordo com Djá Moura, apenas entre setembro e dezembro de 2025 a prefeitura teria acumulado uma dívida de R$ 4,7 milhões em repasses patronais.

Ela ainda afirmou que os repasses referentes aos meses de janeiro e fevereiro de 2026 também não teriam sido realizados.

“Não adianta parcelar dívidas antigas e continuar deixando de pagar os meses atuais. Isso não é responsabilidade com a população”, criticou.

A vereadora informou que solicitou ao instituto um levantamento detalhado sobre possíveis atrasos, inclusive nos repasses descontados diretamente dos servidores.

Ao final de sua fala, Djá Moura reafirmou o compromisso do Legislativo com a fiscalização e com os interesses da população de Mari.

“Hoje a Câmara de Mari tem vereadores ativos, de olhos abertos e comprometidos com o povo”, concluiu.

Djá Moura também cobrou explicações sobre atrasos em repasses ao Mariprev e afirmou que a Câmara continuará fiscalizando as contas do município.

“Hoje a Câmara de Mari tem vereadores atentos e comprometidos. Vamos fiscalizar centavo por centavo”, declarou.

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