Um bebê morreu na noite de segunda-feira (9) em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após a mãe admitir à polícia que deu a ele dez comprimidos de um medicamento de uso controlado em um intervalo de sete horas. A criança foi levada a uma unidade de saúde em parada cardíaca, com sangramento no rosto e hematomas, e já estava sem sinais de vida. A mulher e o companheiro foram presos em flagrante.
De acordo com a Polícia Militar, os agentes foram acionados por volta das 21h50 após a informação de que um bebê havia dado entrada em um hospital da cidade em parada cardíaca. Profissionais da unidade de saúde informaram que a criança apresentava ferimentos no rosto. O médico responsável pelo atendimento afirmou que as tentativas de reanimação não tiveram sucesso. Após o atendimento, a mãe e o companheiro deixaram a unidade de saúde.
Com apoio do sistema de monitoramento municipal, os policiais identificaram que o casal entrou em uma residência no bairro Glória. As equipes foram até o endereço e, com autorização da moradora, localizaram os dois na casa vizinha. Eles foram abordados e levados à delegacia.
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Em relato aos policiais, a mãe afirmou que tomou e deu ao bebê um medicamento de uso controlado. Segundo o depoimento, a criança passou mal e começou a espumar pela boca. A mulher também declarou não se lembrar se chegou a agredir o filho.
O companheiro, identificado como Marcelo Pereira de Oliveira, disse à polícia que mantém relacionamento com a mulher há cerca de três mese. Segundo ele, a mãe insistiu em dar o remédio ao bebê para tentar mantê-lo mais calmo, mesmo após ser alertada de que se tratava de um medicamento de adulto.
Segundo o boletim de ocorrência, o bebê tinha hidrocefalia, já havia passado por uma cirurgia e tinha outro procedimento marcado.
Durante o interrogatório, a mulher disse ter quatro filhos. O casal afirmou fazer uso de drogas, como cocaína, mas declarou que não havia consumido a substância naquele dia.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como homicídio na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande.
Agência SBT