Falta de quórum impede sessão da Câmara de Mari nesta quarta-feira (04)

admin

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Mari prevista para esta quarta-feira (04) não foi realizada devido à ausência de quórum regimental. Apenas cinco parlamentares compareceram à Casa Legislativa, número insuficiente para a abertura dos trabalhos.

De acordo com a presidência da Câmara, estiveram presentes os vereadores Emanuelly, Ronaldo, Erivan, Alisson Gomes e a presidente da Casa, Djá Moura. Para iniciar a sessão, seria necessária a presença mínima de seis parlamentares.

Em nota, a Câmara informou que, diante da situação, foi realizada uma reunião com a categoria presente no local, oportunidade em que foram apresentadas demandas e feitos encaminhamentos iniciais.

🚀 Quer saber antes de todo mundo? Junte-se ao nosso grupo do WhatsApp: Clique aqui

“A Câmara reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e o diálogo permanente com a população”, destacou a nota oficial.

O vereador Alisson Gomes lamentou a falta de quórum e afirmou que projetos importantes deixaram de ser discutidos. Segundo ele, entre os temas aguardados está o projeto de reajuste salarial para os professores do município.

Durante entrevista, o parlamentar também criticou a gestão municipal e afirmou que é necessário diálogo entre a Prefeitura, o sindicato e a Câmara para discutir um reajuste considerado justo para os profissionais da educação.

Outro ponto citado pelo vereador foi o veto do Executivo a projetos aprovados pelos parlamentares, incluindo uma proposta relacionada ao apoio ao Clube de Mães do município.

O vereador Erivan explicou que o projeto de reajuste dos professores ainda não foi enviado oficialmente pelo Executivo à Câmara. Segundo ele, os parlamentares aguardam a apresentação de estudos financeiros que possam embasar a decisão sobre o percentual de aumento.

Erivan defendeu que haja diálogo entre gestão, sindicato e vereadores para que seja encontrada uma solução que beneficie a categoria.

O presidente do Sindismar, Marquinhos, informou que a entidade apresentou uma proposta de reajuste de 12% para os professores da rede municipal.

De acordo com ele, a reivindicação busca compensar perdas salariais acumuladas e questões como a falta de atualização do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e o não pagamento do rateio do Fundeb em anos recentes.

Segundo o sindicato, a gestão municipal teria apresentado uma contraproposta de 6%, percentual considerado insuficiente pela categoria. A entidade informou ainda que pretende convocar uma reunião com representantes da Prefeitura, vereadores e professores para discutir o tema.

A presidente da Câmara, Djá Moura, lamentou a impossibilidade de realização da sessão e destacou que várias demandas importantes estavam previstas para discussão.

Ela também confirmou que o projeto de reajuste ainda não chegou oficialmente à Casa, mas que já existe a informação de que o Executivo pretende propor aumento de 6%, enquanto o sindicato reivindica um percentual maior.

Djá Moura afirmou que, assim que o projeto for encaminhado, a Câmara pretende promover diálogo entre Executivo, Legislativo e professores para buscar uma solução equilibrada.

Durante as entrevistas, vereadores também comentaram a repercussão de informações sobre um déficit nas contas da Prefeitura que ultrapassaria R$ 14,5 milhões.

Segundo parlamentares, a Câmara deverá solicitar esclarecimentos ao Executivo sobre a situação financeira do município.

Compartilhe esta notícia
Deixe um comentário