Uma denúncia grave envolvendo a saúde de uma criança com necessidades especiais ganhou repercussão nas redes sociais em Marí-PB. A mãe do pequeno Dereck Emmanuel, de 8 anos, afirma que o filho que se alimenta exclusivamente por sonda, ficou sem receber a fórmula nutricional fornecida pelo município durante o mês de fevereiro.
Segundo o relato publicado pela própria mãe, o repasse da alimentação não teria sido feito sob a justificativa de que o mês foi marcado pelo período de Carnaval.
“Meu filho tem oito anos e se alimenta por sonda. Todo mundo sabe da situação dele. Vocês são desumanos ao ponto de deixar uma criança um mês sem alimentação. Ele vai comer o quê?”, desabafou.
Alimentação essencial e direito garantido
Dereck depende exclusivamente da fórmula específica para sobreviver. Diferente de uma alimentação comum, crianças com alimentação enteral não podem substituir o produto por outros alimentos improvisados, sob risco de agravamento do quadro de saúde.
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A mãe afirma que a entrega deveria ter sido feita por volta do dia 20, mas até o momento não havia recebido a fórmula referente ao mês de fevereiro.
“Vocês sabiam que fevereiro tinha Carnaval, era para ter tomado providência antes”, declarou, cobrando planejamento da gestão municipal.
Responsabilidade da gestão
A denúncia menciona diretamente a Prefeitura Municipal de Marí e a Secretaria Municipal de Saúde de Marí, apontadas como responsáveis pelo fornecimento regular da alimentação especial.
A situação levanta questionamentos importantes:
- Houve falha de planejamento por parte da gestão?
- Existe estoque regular para atender pacientes que dependem de alimentação especial?
- Outros pacientes estariam enfrentando o mesmo problema?
Interrupções no fornecimento de insumos essenciais à saúde podem configurar violação do direito fundamental à vida e à dignidade humana.
Apelo por ajuda
Diante da falta do alimento, a mãe fez um apelo público pedindo ajuda para garantir a nutrição do filho enquanto aguarda uma solução oficial.
“Meu filho tem que comer. Se for preciso, vou chamar a televisão”, afirmou.
Espaço aberto
A reportagem deixa espaço aberto para que a Prefeitura Municipal de Marí e a Secretaria de Saúde se manifestem oficialmente sobre o caso, esclarecendo:
- O motivo da não entrega da fórmula;
- Se o problema já foi solucionado;
- Quais medidas serão adotadas para evitar que a situação volte a acontecer.
A saúde de uma criança não pode esperar. Em casos que envolvem alimentação por sonda, qualquer atraso pode trazer consequências sérias e irreversíveis.
Seguimos acompanhando.
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