O presidente da Argentina, Javier Milei, conseguiu uma cota de 80 mil toneladas de carne para vender aos Estados Unidos com tarifa zero.
A oportunidade foi obtida dentro do acordo de livre comércio fechado entre EUA e Argentina na última quinta-feira.
O montante da cota foi divulgado pela Casa Branca como uma “oportunidade de carne mais barata para os americanos”.
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Os frigoríficos brasileiros têm conseguido vender 50 mil toneladas sem tarifa dentro de uma cota para “outros países”. A partir daí, são obrigados a pagar 26,4% de taxa por causa do tarifaço americano.
A expectativa é que, no geral, o Brasil siga vendendo mais carne para os EUA que os argentinos por causa da capacidade de produção, mas com lucros menores.
“Estamos atentos aos movimentos de competidores da agropecuária brasileira e esperamos que o Brasil, como maior produtor mundial de carne bovina e maior exportador, também possa ter oportunidades semelhantes”, disse à coluna Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).
Para Carol Monteiro de Carvalho, advogada especialista em comércio internacional, o acordo EUA-Argentina enfraquece o Mercosul, porque dá vantagens regulatórias aos americanos no mercado do sócio do Mercosul, mas também provoca desvios de comércio no mercado americano a favor dos argentinos.
A Argentina argumenta que as vantagens concedidas aos EUA estão dentro das exceções permitidas pela Tarifa Externa Comum (TEC), que foram recentemente ampliadas. Procurado, o Itamaraty informa que ainda analisa o impacto do acordo EUA-Argentina no Mercosul.
SBT News