Mari voltou a ferver no termômetro da política e desta vez com recado direto, pedido de desculpas e linha dura contra a gestão atual. Em passagem pela cidade, o deputado federal Wellington Roberto participou de um evento político na residência do ex-prefeito Antônio Gomes e, ao lado da pré-candidata a deputada estadual Anna Lorena (ex-prefeita de Monteiro), afirmou que o grupo está se reorganizando para “resgatar Mari” e reconstruir um novo ciclo político no município.
O encontro reuniu lideranças locais e regionais e teve um tom claro: oposição declarada à prefeita Lucinha da Saúde, com críticas fortes atribuídas pelo parlamentar à condução administrativa e política do governo municipal.
Pedido de desculpas e “virada de chave”
Wellington reconheceu publicamente que errou ao ter apoiado Lucinha e disse que a decepção com o rumo da gestão foi determinante para a mudança de posição. Em tom de mea-culpa, o deputado afirmou que sua decisão agora é caminhar com Antônio Gomes e Anna Lourena para “corrigir a rota” e recolocar a cidade no trilho do desenvolvimento.
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Na mesma linha, Antônio Gomes voltou a reforçar o sentimento de frustração com a atual prefeita — lembrando que foi aliado dela e que, segundo ele, a confiança depositada não se confirmou no exercício do mandato. O ex-prefeito, que governou Mari por dois mandatos, tem feito autocrítica diante da população e afirma que a cidade “precisa reencontrar o rumo” com um projeto político que una gestão, diálogo e presença.
Críticas duras à prefeita: recado para a gestão e para 2026
No discurso, Wellington Roberto atribuiu à atual administração um cenário de desalinhamento político e distanciamento das bases, criticando o que chamou de falta de sintonia com as necessidades reais do povo e com as lideranças que fazem a cidade pulsar todos os dias. A fala teve um alvo evidente: a prefeita Lucinha, citada de forma direta como símbolo de um governo que, na visão do deputado, não correspondeu às expectativas de quem ajudou a elegê-la.
A leitura do grupo é que Mari vive um momento de cobrança popular e que 2026 será o palco para transformar essa insatisfação em movimento político organizado. O encontro, portanto, não foi apenas agenda: foi sinalização de palanque, montagem de estratégia e tentativa de consolidar um discurso que converse com o eleitor: reconhecimento do erro, ruptura com o passado recente e promessa de recomeço.
O que está em jogo
A fala de Wellington, na prática, reconfigura o tabuleiro local: quando um deputado federal admite que errou, pede desculpas e aponta a necessidade de “resgate”, ele tenta ocupar um lugar que o eleitor costuma cobrar com força — responsabilidade. E, ao fazer isso em Mari, no terreiro político de Antônio Gomes, o recado ganha peso simbólico: a oposição quer voltar a ter voz e quer transformar insatisfação em projeto.
A reportagem registra que o espaço segue aberto para manifestação da prefeita Lucinha da Saúde e da Prefeitura de Mari, caso queiram se posicionar sobre as declarações feitas no encontro.
Blog Chico Soares/Por: Napoleão Soares