O município de Mari, cuja origem remonta ao antigo povoado de Araçá, fundado em 1875, soma mais de 67 anos de história desde sua emancipação. Ao longo de tantas gestões e diferentes prefeitos que passaram pela administração pública, a cidade já enfrentou desafios diversos — mas, segundo a população em quase sua totalidade e representantes políticos, o atual cenário é desastroso, resultado de um governo considerado fracassado.
Foi nesse contexto que o vereador Professor Erivan voltou a usar a tribuna, na sessão realizada na última quarta-feira (03), para fazer críticas duras à condução da gestão municipal. O parlamentar afirmou que a administração vive um momento de desorganização, descaso e ausência de transparência, especialmente no que diz respeito às ações da assistência social.
Entre os principais questionamentos, Erivan citou uma licitação homologada para 2025, avaliada em quase R$ 800 mil, destinada à compra de cestas básicas. Ele cobrou explicações sobre onde e quando os alimentos teriam sido entregues, destacando que, em diversas idas à Secretaria de Ação Social, sequer conseguiu obter informações mínimas. “O sistema está fora do ar”, “volte amanhã” e outras respostas vagas foram, segundo ele, a rotina enfrentada.
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Para o vereador, se nem um representante eleito consegue acesso às informações, “o que restaria ao povo?”, sobretudo às famílias que procuram o poder público para solicitar ajuda essencial, como gás de cozinha ou alimentos. Ele afirmou que a população de Mari vive um momento de sofrimento e abandono.
Erivan também criticou o gasto de quase R$ 400 mil no aluguel de um palco, valor que classificou como incompatível com a realidade social do município. Para ele, o investimento em estruturas de evento contrasta com a ausência de amparo às famílias em vulnerabilidade. “Enquanto muitos passam fome, quase meio milhão é pago por um palco”, lamentou.
Em tom de alerta, o parlamentar pediu que a prefeita “acorde para o desmantelo que tomou conta da gestão” e reafirmou que seu mandato seguirá comprometido com a população. “O mandato está de portas abertas. Denunciem. Nosso dever é ser a voz do povo de Mari”, destacou.
O clima tenso se intensificou durante a sessão quando, em meio ao discurso da vereadora e presidente da Casa, Dja Moura, que cobrava explicações sobre a paralisação de programas sociais e o aparente descontrole administrativo, um aparte do vereador Erivan ganhou destaque. Ele afirmou que as cestas básicas — hoje ausentes para famílias em situação de vulnerabilidade — “possivelmente só serão distribuídas no próximo ano, justamente quando acontecem as eleições”, alertando: “fiquemos atentos.”
A declaração reforçou suspeitas sobre a condução dos benefícios sociais e levantou questionamentos sobre eventual uso político de ações assistenciais, caso o retorno das cestas ocorra apenas às vésperas do pleito.
O episódio ampliou o debate sobre a fragilidade administrativa atual e acendeu um novo sinal de alerta sobre os rumos da gestão. Para parte dos parlamentares e da população, Mari atravessa um dos capítulos mais turbulentos de sua trajetória, exigindo respostas urgentes, responsabilidade e maior transparência por parte do Executivo.
E o tempo passa… enquanto a maioria dos vereadores segue omissa e “caladinha”.
Com o RepercutePB