O Clube de Regatas do Flamengo escreveu mais um capítulo glorioso em sua história ao conquistar, neste sábado (29), o título da CONMEBOL Libertadores 2025. A vitória por 1 a 0 sobre a Sociedade Esportiva Palmeiras, em final disputada na cidade de Lima, no Peru, garantiu ao Rubro-Negro seu quarto troféu do torneio continental, após as conquistas de 1981, 2019 e 2022. Com o feito, o clube carioca se torna o primeiro brasileiro a alcançar o tetracampeonato da competição.
O gol que decidiu a partida saiu aos 67 minutos: o zagueiro Danilo aproveitou cobrança de escanteio do uruguaio Giorgian de Arrascaeta para balançar as redes e definir o título. O lance marcou também o retorno de Danilo às estatísticas goleadoras da Libertadores após 14 anos — seu último gol havia sido na final de 2011, quando atuava pelo Santos.
A conquista teve ainda um significado especial para o experiente defensor, que chegou a um marco histórico ao se tornar o primeiro jogador a vencer duas vezes tanto a CONMEBOL Libertadores (2011 e 2025) quanto a UEFA Champions League (2016 e 2017).
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Nome fundamental na campanha rubro-negra, Giorgian de Arrascaeta foi eleito o Melhor Jogador da CONMEBOL Libertadores 2025. O meia uruguaio soma agora 58 vitórias na competição, o maior número entre jogadores de linha em sua história. Desde sua chegada ao Flamengo, em 2019, acumula 18 assistências na Libertadores, sendo novamente decisivo ao participar diretamente do gol do título.
Arrascaeta também esteve presente como titular nas quatro finais mais recentes disputadas pelo Flamengo: 2019, 2021, 2022 e 2025.
Até o gol de Danilo, o Flamengo já havia cobrado sete escanteios contra apenas um do Palmeiras — e o lance decisivo representou o quarto gol rubro-negro de escanteio nesta edição, segundo maior número do torneio (atrás apenas dos cinco marcados pelo próprio Palmeiras).
Após sofrer o gol, o Verdão ampliou sua posse de bola para 74% e finalizou cinco vezes, mas não conseguiu converter a pressão em finalizações perigosas. O goleiro Agustín Rossi, que terminou a competição com impressionantes nove jogos sem sofrer gols entre 13 disputados, não precisou realizar defesas na final — o Flamengo não sofreu nenhum chute ao alvo.
Experiência em campo e recordes individuais
A partida também marcou a presença de atletas historicamente ligados ao torneio: 15 dos 22 titulares já haviam disputado pelo menos uma final anteriormente. As exceções foram Carlos Miguel, Murilo, Bruno Fuchs, Khellven e Allan (Palmeiras), além de Agustín Rossi e Léo Pereira (Flamengo).
Filipe Luís, agora parte da comissão técnica rubro-negra, tornou-se o nono campeão da Libertadores que já havia vencido o torneio como jogador (2019 e 2022 pelo Flamengo), sendo apenas o segundo brasileiro a alcançar esse feito, ao lado de Renato Gaúcho.
Pelo lado palmeirense, Raphael Veiga e Gustavo Gómez participaram de suas três finais com o clube (2020, 2021 e 2025), reforçando o peso da experiência na decisão.
A final teve grande presença de público e mobilizou torcedores de todo o continente. Com a conquista, o Flamengo recebeu premiação de 24 milhões de dólares, consolidando ainda mais seu protagonismo no cenário sul-americano.
O tetracampeonato coloca o Flamengo em um patamar histórico dentro do futebol do continente, reafirmando sua tradição em competições internacionais e coroando uma campanha marcada por solidez defensiva, talento individual e poder de decisão.