A verdade é dura — e incontornável: a edil mariense, Lucinha da Saúde, ascendeu ao poder graças à outorga, ao apoio público, ao lastro político e à legitimidade concedidos por Antônio Gomes. Recebeu tudo isso como um patrimônio construído ao longo de décadas. Mas devolveu com ruptura, ingratidão e uma condução administrativa que lançou Mari em um caos institucional, financeiro e moral sem precedentes.
No centro dessa convulsão política está a vereadora e presidente da Câmara, Djaciara Moura, que trouxe à tona — amparada em conteúdos já divulgados por veículos de imprensa do estado e com muita coragem e sem temor de represálias — um conjunto de irregularidades que expõem, de forma brutal, uma gestão que perdeu o rumo, a responsabilidade e até mesmo a decência mínima que se espera de quem administra a coisa pública. Em Mari, a situação já chegou ao ponto de “vaca desconhecer bezerro”, tamanha a distância entre o discurso oficial e a realidade da população.
Um dos escândalos mais graves que foi apresentado na fala da vereadora na Câmara Municipal, envolve a aquisição de notebooks destinados aos professores. Segundo denúncias, a prefeitura licitou modelos robustos e de marca consagrada, mas entregou equipamentos inferiores, de desempenho reduzido e completamente incompatíveis com o que havia sido anunciado — um golpe clássico em que o “produto prometido” vira o “produto possível”, sempre com elevado custo e prejuízo à população.
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Outro episódio que afronta qualquer lógica administrativa diz respeito à montagem de palco para um evento religioso tradicional. Registros divulgados revelam que a prefeitura pagou praticamente o mesmo valor, por três dias seguidos, por aquilo que parecia ser exatamente a mesma estrutura. Uma repetição que fere a inteligência do contribuinte e amplia a suspeita de uso pouco transparente do dinheiro público.
Somando-se ao desastre administrativo, há ainda o rombo crescente do MariPrev — um problema, conhecido por todos, inclusive pela própria gestão, mas parece que segue sendo empurrado para debaixo do tapete, sem explicação técnica aceitável
Para completar o cenário de degradação, a presidente da Câmara denunciou a existência de uma campanha de difamação que estaria sendo disseminada em grupos de WhatsApp por aliados da prefeitura, utilizando uma matéria antiga sobre o Bolsa Família com o objetivo de atacá-la pessoalmente e desviar o foco das irregularidades que sufocam o município.
No epicentro desse colapso, permanece Lucinha da Saúde, que chegou à prefeitura após ser vice de Antônio Gomes. É amplamente reconhecido — até por adversários históricos — que, sem o apoio decisivo e a estrutura construída por Gomes ao longo de décadas, Lucinha jamais teria alcançado a vice-prefeitura, muito menos o comando do Executivo. Esse gesto de confiança, porém, foi descartado, jogado no lixo. Para muitos, a ingratidão e a traição, se tornou a marca registrada de uma gestão que rompe com aliados, ataca quem a ajudou a conquistar o poder e, ironicamente, se perde dentro do próprio governo que deveria administrar.
Mari não vive uma simples crise: vive uma tempestade política, administrativa e moral, resultado direto de escolhas equivocadas, improviso, falta de transparência e perda total de rumo. O colapso não é previsão nem ameaça: é o presente diário do município.
E, embora a história registre com clareza esse capítulo vergonhoso da política em 67 anos de emancipação de Mari , o povo também sabe que nem tudo que é ruim dura para sempre. Mari merece — e terá — dias melhores. Mari voltará a ser feliz.
Como já dizia Chico Xavier: tudo passa.
As dores, as crises, as turbulências e a vergonha pública que hoje parecem intermináveis também passarão. A tempestade não dura para sempre; é apenas uma travessia.
Com fé, coragem e resistência, Mari reencontrará o rumo.
Porque, no fim, tudo passa… exceto Deus.
RepercutePB