A Polícia Civil da Paraíba realizou, na manhã desta quinta-feira (6), a reconstituição do assassinato do casal de idosos Nelson e Célia Honorato, ocorrido em agosto deste ano, na cidade de Sapé, Zona da Mata paraibana. O crime chocou a população pela brutalidade e pela motivação: o interesse na casa das vítimas por parte de um falso corretor de imóveis.
O local da simulação foi isolado, mas atraiu dezenas de curiosos. Em vídeos que circulam nas redes sociais, é possível ver pessoas sobre telhados tentando acompanhar o trabalho da perícia. Moradores e vizinhos das vítimas se reuniram nas imediações e, em meio à forte comoção, gritaram palavras de ordem pedindo justiça. A movimentação foi controlada por equipes da Polícia Militar e da Polícia Penal, que garantiram a segurança durante a reconstituição.
Participaram da reprodução simulada dois dos investigados: Nicolas Jefferson, de 19 anos, apontado como executor das mortes, e Severino, suspeito de ter imobilizado Célia Honorato com um golpe “mata-leão” para facilitar a ação dos demais envolvidos. O suposto mandante do crime, Ailton Nascimento, e um quarto suspeito, que não teve o nome divulgado, se recusaram a participar.
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Segundo a Polícia Civil, a reconstituição teve o objetivo de esclarecer detalhes que a perícia ainda não havia conseguido determinar e verificar possíveis contradições nos depoimentos dos investigados.
Após a simulação, os suspeitos foram conduzidos novamente ao presídio. As informações coletadas serão analisadas pela Perícia Criminal para confronto com as provas já reunidas no inquérito.
Entenda o caso
Nelson e Célia Honorato desapareceram no dia 18 de agosto. Um mês depois, os corpos foram encontrados em uma área de mata da zona rural de Sapé, em avançado estado de decomposição. A confirmação da identidade foi feita por meio de teste de DNA com material genético do filho do casal, um jovem autista de 27 anos.
De acordo com as investigações, o crime foi planejado por Ailton Nascimento, que se passava por corretor de imóveis. Ele teria conquistado a confiança dos idosos ao oferecer ajuda para vender a casa, com a intenção de se apropriar do imóvel.
No dia do crime, Ailton chegou à residência acompanhado de Nicolas Jefferson, apresentado como um suposto interessado em alugar uma parte da casa. Durante a visita, Nelson foi atingido com um golpe de martelo na cabeça. Em seguida, Ailton teria continuado as agressões, desferindo cerca de dez golpes.
Célia foi morta da mesma forma ao retornar de uma consulta médica. Segundo a polícia, os criminosos a atraíram aos fundos da casa sob o pretexto de mostrar o imóvel. O filho do casal foi trancado em um quarto enquanto os assassinatos eram cometidos.
Após o crime, os corpos foram enrolados em cobertores e enterrados em uma área de mata. Ailton e Nicolas fugiram do local, mas acabaram presos em setembro. Nicolas confessou a participação no crime e apontou Ailton como o mandante.